Querido, futuro amor da minha vida.

Espero que você venha logo, pois estou te esperando anciosamente… Não precisa vim de um jeito formal, clichêPode vim de uma forma inesperada, com uma atitude inesperada que me faça sorrir logo de cara. Ê fique sabendo que eu amo atitudes, tá? Qualquer tipo de atitude que me alegra, eu gosto. Isso é do tipo de coisa que vai me conquistando aos poucos, e ganhando pontos comigo. Eu adoro ter a sensação de alguém mostrando se importar comigo, seja na forma de cuidar de mim, ou perguntando um simples - Você está bem, mesmo? - Quando você entrar na minha vida, o nosso amor não precisa ser perfeito, só precisa ser verdadeiro. Então por favor, quando for entrar na minha vida, seja verdadeiro comigo, e não pense em me magoar por nada, nem por coisinhas bobas… Pois fique sabendo que são essas “coisinhas bobas” que mais me magoam. Pode me abraçar á hora que você quiser, eu amo abraços inesperados, e carinhos… Me pergunte um, - Você tem certeza que está bem? - Pois não é sempre que o meu “estou bem” é verdadeiro, então sempre dúvide. Se eu me isolar em um canto qualquer, venha atrás de mim… Largue tudo o que está fazendo. Porque essa sua “atitude” iria mostrar o quanto você se importa comigo. Me faça sorrir, quando eu estiver mal e pensando que tudo está perdido, me dê motivos ou até mesmo lição de moral quando eu quiser jogar tudo fora, e quiser sumir. Quando eu dizer “me deixa”, na verdade não é pra você me deixar, é pra você segurar o meu braço e falar…- Não, eu não vou te deixar por nada.- Por favor, mostra se importar comigo, é isso o que eu mais gosto em alguém. Nunca me faça ciúmes, pois odeio sentir ciúmes de quem eu amo, e me transformo na pessoa mais insuportável do mundo. Quando eu estiver respondendo tudo em poucas palavras, pode ter certeza que você fez algo de errado. Nunca, em nenhum momento tente brincar com os meus sentimentos, eu já me magoei muito com algumas pessoas, então só me faça feliz. Isso será o sufuciente. Apenas me ame, e mostre se preocupar comigo. Com carinho, do seu futuro amo

Não chores mais.

Ei, garota, é, você mesma que está lendo isso. Me faça um favor ? Continue lendo e não pare, não pare por mais que uma lágrima vá de escorrer ao seu rosto, por mais que pensamentos passados incubram sua mente, por mais que pessoas indesejáveis venham a aparecer em seu pensamento. promete ? Então vamos lá. Vou começar dizendo que você é linda, independente de tudo, você é linda. Sinceramente ? Você é . Deus me inspirou para fazer coisas que eu julgava ser impossíveis, me inspirou a passar por cima de todos os meu problemas de cabeça erguida. E você ? Qual problema você tem de enfrentar agora, minha pequena ? É o amor não correspondido ? Ou o amor correspondido de forma errada ? É o problema na família ? É o problema na saúde ? São os amigos falsos ? Me diz pequena, por que choras todas as noites abraçada em seu travesseiro ? Por que espera ligar o chuveiro para se derramar em lágrimas ? Por que, pequena ? Já se olhou no espelho ? Já ? gostou do que viu ? Não ? Esses seus olhos, que estão lendo isso agora, parecem cansados e exaustos, andou chorando, minha pequena ? Pois ele são lindos, não faça transbordar lágrimas desses olhos tão lindos, por favor. E esse sorriso ? Por que se esconde ? Com aparelho ou não ele é perfeito, sabia ? só por demonstrar sinceridade. Mas ele não demonstra sinceridade sempre, não é ? Ei, pequena, preste atenção, você é linda, sabe aquele garoto que não te deu valor ? então, mande ele tomar no cu e diga que você ainda tem um pouco de amor próprio. Sabe aquelas amizades fúteis ? então, mande para o inferno junto com suas falsidades. Sabe aquele seu problema com a família ? Não desista, pois família é a coisa mais importante na vida. Sabe Deus ? Ele não quer te ver assim pequena, eu também não quero, então por favor, promete para mim, enxugar essas suas lágrimas e erguer a cabeça ? promete para mim se reerguer de qualquer problema que há aparecer em sua vida ? Promete para mim ser feliz independente do que digam ? Promete, pequena ? Eu irei te proteger de todos que tiverem a coragem de entrar em seu caminho, eu irei entrar em sua frente quando jogarem pedras de julgamentos sobre ti, eu irei chorar o teu choro, sofrer as suas dores, engulir os seus problemas, se necessário, por que eu quero te ver sorrindo, entendeu minha pequena ? Deus te ama.

A lenda

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume. Este, fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada…

No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse a serpente:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente a ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar…
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não
- Então, por que você quer acabar comigo?

- Porque não suporto ver você brilhar…

Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.”

Dia das Crianças

Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade,há uma deliciosa criatura chamada criança. Embora se apresentem em tamanho, pesos e cores sortidos, todas as crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente ( pois o barulho é sua única arma ) quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e os colocam na cama. Crianças são encontradas em toda parte: em cima de, embaixo de, dentro de, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para... As mães as adoram, irmãos e irmãs mais velhos assuportam, adultos as ignoram, o céu as protege. Uma criança é a verdade com o rosto sujo, a beleza com um corte no dedo, a sabedoria com um chiclete no cabelo, a esperança do futuro com uma rã no bolso. Quando você está ocupado, uma criança é uma conversa fiada, intrometida e amolante. Quando você deseja que ela cause boa impressão, seu cérebro vira geléia ou ela se transforma numa criatura sádica e selvagem empenhada em destruir o mundo ao seu redor. Uma criança é um ser híbrido: o apetite de um cavalo, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de um Julio Verne, o retraimento de uma violeta, o entusiasmo de um bombeiro e quando se mete a fazer alguma coisa é como se tivesse cinco polegares em cada mão. Gosta de sorvete, canivete, serrote, pedaços de pau, bichos grandes, dos pais, sábados, domingos e feriados e mangueiras d água. Não é partidária do catecismo, escola, livros sem figuras, lições de música, colarinhos, barbeiros, agasalhos, adultos e "hora de dormir". Ninguém se levanta tão cedo , nem chega tão tarde para o jantar. Ninguém se diverte tanto com árvores, cachorros e mosquitos. Ninguém é capaz de colocar num só bolso: um canivete enferrujado, uma maçã comida pela metade, um metro e meio de barbante, um saco plástico, dois chicletes, três moedas, um estilingue e fragmentos de substância ignorada. Uma criança é uma criatura mágica; você pode mantê-la fora de seu escritório, mas não pode expulsá-la de seu coração. Pode pô-la fora da sala de visitas, mas não pode tirá-la de sua mente. Queira ou não, ela é seu captor, seu dono, seu patrão, um nanico, um saco de encrencas. Mas, quando, à noite você chega em casa com suas esperanças e seus sonhos reduzidos a pedaços, ela possui a magia de soldá-los num segundo, pronunciando duas simples palavras: "alô papai, alô mamãe"..
Nostalgia: O fantástico mundo de bob, corrida maluca, bananas de pijamas, canudinhos com bolinhas de açúcar, bom dia & cia, planeta xuxa, danoninho, sucrilhos, toddynho, yakult, amarelinha, turma da mônica, power rangers, mamonas assassinas, com quem será, lego, tetris, sandy e junior, eliana, revista recreio, passa ou repassa, kenan & kell, disney club, chiquititas, cartoonscartoons, ursinhos carinhosos, nescau ceral, pokemon, digimon, bambuluá, pac-man, tartarugas ninjas, tamagochi, mickey, barbie, susi, pateta e max, klb, o diário de daniela, amigos para sempre, tom & jerry, “senta que lá vem história”, negativos de fotos, hora do recreio, kinder ovo, estalinhos, reais de brinquedo, bolhas de sabão no pote, ioiô, chiclete com anel, dinheiro de chocolate, pirocóptero, geleca, macarena, tazos, bolas de plástico, bambolê, sabrina aprendiz de feiticeira, doug, tortuguita, chaves, chapolin, caverna do dragão, gibis, castelo rá-tim-bum, sítio do pica-pau amarelo, pica-pau, popey, etc. Não se fazem mais desenhos como antes, não se tem mais doces como antes, não se tem a mesma inocência que antes..  :/ tudo é bem mais avançado. E olha que eu tenho  16 anos, e já vejo muita mudanças hihi Hoje achei bem legal todo mundo colocando no perfil do facebook e tumblr fotos de desenho animado, assim defende a Criminalidade Infantil e a Violência de Crianças. E fez que desse um ar de paz, de doçura e infantilidade que a muito tempo eu não via em nenhuma rede social =)  
Fui criança e não tive: Iphone, Wii, Play3, iPad, DSI, Xbox. Eu brincava de esconde-esconde, verdade ou consequência, pega-pega, só ia para casa quando escurecia. Minha mãe não me ligava no celular, só gritava: PRA DENTRO! Vivia ralado e esfolado . Brincava com amigos, descalço, na areia, no barro e não usava sabonete antibacteriano. Na escola me apelidavam de tudo e eu apelidava também, e ninguém sofria de "bullying" Que infância boa *-*

“Deus criou tudo o que existe?"




Alemanha – Inicio do século XX

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com a pergunta: “Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
- Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
- Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
- Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
- Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!
Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
- O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!

Hoje eu concordo.

Esse dias mexendo em alguns sites, vi uma seguinte conversa que mudou muito o sentido da vida pra mim.  E desde de então venho valorizando mais o sorriso, e reclamando menos das coisas: 


- Estou cansada. A vida é tão dolorida!
- Se não fosse desse jeito, como crês que haveria de ser?
- Mágica, doce, agradável. Ora! Basta usar a bendita lógica.
- Penso o contário.
- Como? Porque tamanha maluquice?
- Se as dores tomassem chá de sumiço, nada aprenderias. Sorrir seria um ato de extrema trivialidade e as distintas emoções. Ah, não passariam de meras bobagens. Por mais que julgues com desdém, sofrimentos não aconchegam-se em vão. Saiba queridos, que o melhor sempre há de surgir! Semana que vem, amanhã, talvez no próximo pôr do sol, mas surge; e quando finalmente reluz sua integral magnitude, espanta perfeitamente todas as anteriores consternações. 

Não me esqueça

Ouço o sino da catedral bater meia noite, e espero. As lembranças chegam devagar, tomando conta da minha mente bem de mansinho. Hoje não é nenhuma data marcante, nenhum dia além de qualquer outro, onde a lembrança de nós dois ameaça me dominar por inteira. Eu não preciso de dias marcados para lembrar de você, de um horário para chorar. Só é de vez em quando, que essa minha saudade aperta no peito, e a vontade de te ligar predomina na minha mente. Sem avisar ou mandar um bilhete prévio, a vontade de você se avança pelo meu corpo inteiro – desde o dedão do pé pintado de vermelho, até a última californiana dos meus cabelos. E o telefone está tão perto… Por Deus, porque ainda não o joguei pela janela? Eu devia saber que nunca seria capaz de resistir ao ímpeto de ouvir tua voz, de te falar todas as coisas bobas que sempre acabam saindo quando escuto tua risada, de preencher esse estranho vazio que se forma no meu interior. Me desculpa pelos exageros de poeta.
Escuto a discagem do celular começar a ecoar na minha mente. Tantas vezes já escutei esse mesmo barulho, e em nenhuma delas lembro de ter tido tanto medo do depois. E se você desligasse na minha cara? E se atendesse? O que dizer? É tanta coisa que eu tenho pra te falar que, sinceramente, não sei se vale à pena. Não sei se devo perder meu tempo tentando consertar nós dois porque, talvez, já não tenhamos mais jeito. Acho que já nos perdemos tanto em meio a essa confusão que nossos caminhos ficaram inacessíveis. Minha mente – ou, pelo menos, a parte racional dela – sabe que é uma grande loucura estar te ligando. E por meio segundo essa parte racional toma controle, e meu dedo pousa sobre o botão vermelho, até que… Me desculpa pelos sermões.
- Demorou para ligar – a tua voz risonha não mudou nada. Nunca muda, pra ser sincera. Sempre esse mesmo tom de deboche, esse sarcasmo irritante que sempre teve o poder de me enlouquecer. Sinto minhas pernas tremerem e me sento na cama. Fico quase um minuto muda, na espera de encontrar minha voz. Por que, Deus, porque eu fui fraca? Estava quase me esquecendo desse efeito que você tem sobre mim. Quase lá, quase…
- Como sabia que era eu?
Silêncio.
- E quem mais poderia ser, à uma hora dessas? Que eu me lembre, a única louca o suficiente para me ligar de madrugada, é você. – tua risada. Sempre a mesma sonoridade calma que me fazia pensar que nada no mundo poderia dar errado. Sempre me lembra as tardes de domingo, as comédias românticas que me faziam chorar. Tua risada me lembra minha ingenuidade, a perda da minha inocência. Tanta graça desperdiçada, tantos começos perdidos. Me desculpa por ter tido voz.
- Talvez alguma das tuas novas amigas… Vai ver encontrou alguma parecida comigo. – Menos engraçada, mais bonita, menos louca, menos obsessiva. Mais graciosa, menos fria, mais carinhosa. Mas parecida, talvez.
Silêncio. Silêncio. Silêncio.
A linha fica quase muda, e eu só sei que ainda está aí, por conta da tua respiração. Está mais acelerada, embora não tão descompassada como a minha. Eu arquejo, não mais respiro. Me desculpa por reagir tão rápido à você.
- Ana…
As lágrimas chegam nos meus olhos. Respira fundo, não chora, não banca a garotinha, por favor. Coragem, menina, coragem.
- Por favor, não faz isso comigo.
Tarde demais, meu estômago já se embrulhou e meu coração deu mil saltos e pulos e voltas, só pela menção do meu nome nos teus lábios. A lembrança dos momentos de paixão, quando chamavas por mim, gritavas meu nome, arquejavas essas três letras. A tua voz me sendo sussurrada no ouvido, mesmo que por um celular, me assalta e me leva todo o pouco orgulho que me havia restado. Me desculpa por ter me entregado tão facilmente.
- Não fazer isso o quê? Te chamar pelo teu nome? Não brinca comigo dessa maneira, porra. Você me liga e depois diz pra não fazer “isso” contigo. Isso o que, Ana?
Sempre a mesma voz rouca que foi capaz de me enlouquecer. Sempre aquele mesmo pedido escondido para que eu me tornasse tua. Porque sempre me provoca, amor? Porque sempre me transforma nessa manteiga derretida? Tão mais fácil seria me destruir, me transformar em pó. Mas não. Você insiste em fazer teu trabalho só pela metade. Me deixa ser metade-poeira-metade-calor. Sempre nessa espécie de meia vida. Por que você não acaba comigo, amor? Me desculpa por ser tão fraca.
- Isso. Essa mania de falar meu nome devagar, colocando a sílaba tônica no lugar errado. Essa mania de ser errado sempre. Não me convoca, não me chama. Conversa comigo como se fosse outro alguém, por favor. Me menospreza. Mas não me chama pelo nome, não me faz ficar feliz por ter ligado.
Silêncio.
- Então porque me ligou?
Então porque te liguei?
- Não sei, precisava ouvir tua voz. Saber se você está bem, se aquela loira sem sal está te fazendo feliz. Não sei qual é a loira sem sal da vez, mas me contaram que, depois de mim, nunca houve outra morena. Só loiras sem cérebro.
Falo baixinho e rápido na esperança de que você não tenha entendido nada e não tenha notado a minha crise existencial deslocada. Você sempre odiou loiras, o que foi que te aconteceu? Você sempre odiou garotas sem cérebro, porque mudou de repente? Você teve essa vontade repentina de mostrar ao mundo como já havia me esquecido, e a cada manhã acordava em uma cama diferente. Todas loiras, nenhuma morena. Porque isso, por quê? Me desculpa pelas ligações desesperadas.
- É mais fácil, só isso.
Silêncio.
- Não entendi.
- Por que deveria?
- Não sei. Mas também não sei por que liguei, então, espero que valha a pena. E aí, elas tem te feito feliz? Porque desistiu das morenas?
- Me lembram você.
Silêncio.
- E as outras, não lembram?
- Só quando eu fecho os olhos.
A chuva começa a cair devagar, como se não quisesse ser notada. Pela rua, tantos corações podem estar sendo partidos nesse exato momento. Como o meu. E não deveria haver alguém, aí fora, pronto para me abrigar em seu peito e cantar enquanto durmo? Não deveria haver outro coração partido para desfazer os teus erros? Provavelmente, há. Mas não tenho forças de desligar o telefone e sair para procurá-lo. Você reclama tanto que eu falo por códigos, e olhe isso – eu ainda estou sentada, tentando ler tuas entrelinhas. Me desculpa por ter posto açúcar demais no teu café.
- Ainda ta aí?
- Tô sim.
- E não vai falar nada?
- Não tem mais o que falar.
Era isso que eu precisava ouvir – que você ainda lembra-se de mim. Só isso, e a minha ligação desesperada já valeu a pena. Eu precisava da certeza de que não havias encontrado alguém que te fosse melhor do que eu, que te fizesse um bem maior. Não quero te ver sofrendo, nem de perto. Quero que sejas feliz, juro com todo meu coração. Mas não com outra pessoa. Sozinho, que seja. Quero que sorrias ao ver tua imagem no espelho, mas não olhando para a foto de outra garota. A gente nasceu para ser, e não foi. Por vaidade do destino, por descuido nosso – não sei. Mas não te quero sonhando acordado por um rosto que não seja o meu. Mesmo que não te queira do meu lado, mesmo que te queira a quilômetros de mim. Não quero imaginar outro alguém te fazendo rir da piada sem graça do cavalo, ou te vendo acordar de mau humor e bagunçando teu cabelo despenteado. Essa sou eu, e ninguém mais pode ocupar meu lugar. Por isso, eu precisava ter certeza de que ainda lembravas de mim. Me desculpa por ter cochilado no teu filme favorito.
Silêncio.
- E se eu tivesse te pego pelo braço quando me dissestes que ia partir?
- Eu teria ficado.
- E agora?
- Já é tarde demais.
- Talvez seja cedo, quem sabe a gente ainda não se cruza por aí.
- Duvido muito.
- Então, por que me ligou?
Porque te liguei?
- Você sabe que dia é hoje? – pergunto baixinho.
- Não. Que dia é hoje?
Claro que não, ninguém mais sabe além de mim. Eu escondi essa data a semana inteira, na esperança de que estivesse dormindo, quando ela finalmente chegasse. Faz 1 ano. Exatamente um ano desde a primeira vez que te vi com outros olhos. Desde a primeira vez que cheguei em casa e disse para o espelho: “É ele!” O último da minha lista infinita de decepções. Aquele que encerraria a minha trágica trajetória em busca do amor. Aquele que teria o maior colo do mundo, o peito mais confortável, o cheiro mais delicioso. Faz um ano que planejo nossa vida. Faz um ano que minha inspiração começou. Afinal, como já disse, a dor nos inspira.
Era pra doer tanto?
Me desculpa pela ausência.
- Feliz aniversário, meu amor. – sussurro devagar, quieta. Mantenho o tom baixo pensando que, talvez, você não repare nessa minha loucura romântica. Falo rápido para que você não entenda. Mas disse o que precisava. O que estava entalado na garganta. Não quero ouvir tua resposta, não quero pensar no que poderia ter sido.
Então, desligo.
A ligação caiu. Eu caí junto.
Me desculpa pelo silêncio.